De tempos em tempos, problemas acontecem. Saber resolvê-los de forma rápida e efetiva é uma qualidade cobiçada e muito valorizada no ambiente de trabalho.

No processo de produção de materiais delicados e precisos como as próteses dentárias os problemas podem acontecer em diversas etapas. Antes mesmo de chamar o suporte técnico, checar algumas ações podem acelerar a resolução e colocar o laboratório de volta ao funcionamento normal o mais rápido possível.

Craig Pickett, especialista em suporte técnico para protéticos, desenvolveu uma abordagem em três passos para a resolução de problemas com máquinas e equipamentos. Essa abordagem te deixa focado e organizado para alcançar o resultado desejado de forma mais prática e eficiente.

As três fases são simples: Equipamentos, Pessoas e Ambiente.

Primeira fase: O equipamento

Pickett começa a abordagem pelo equipamento porque sabe que é onde a pessoa que está com problemas quer encontrar a solução.

Para identificar erros do equipamento , é importante se manter observador durante todas as ações. Relembre a condição, o som ou a sensação do momento em que estava utilizando.

Se chamar a assistência técnica, conte detalhadamente o que estava e o que não estava fazendo. Dizer “Ele quebrou” não é suficiente – os detalhes ajudam a identificar problemas específicos.

Os produtores realizam diversos testes em Alfa e Beta para encontrar erros e corrigi-los, mas podem encontrar novos erros quando o equipamentos vai a uso geral, em condições que não foram replicadas em fábrica.

Os protocolos de testes ajudam a identificar qual é o funcionamento “padrão”. Ser específico ajuda a empresa a comparar o funcionamento esperado com o seu problema individual. Se ainda assim o problema insistir, iremos para a próxima etapa.

A segunda fase: Pessoas

As pessoas podem realizar procedimentos errados sem saber. Isso pode ocorrer por problemas de treinamento, por pular etapas, por mudanças propositais para acelerar os processo, misturas erradas ou falta de atenção.

É comum ouvir frases como “Eu sempre fiz desse jeito” ou “Foi assim que eu aprendi”. Apesar dessas explicações comuns, as pessoas devem estar atentas às instruções dadas pelos fabricantes dos materiais, máquinas e equipamentos se quiserem que os mesmos funcionem corretamente.

Os fabricantes realizam diversos testes nos equipamentos antes de colocá-los no mercado para obter a melhor forma de uso. É sempre sábio rever as instruções de uso básico para garantir que você está sempre fazendo as coisas da forma correta.

A última fase: o Ambiente

Essa fase inclui qualquer condição em que o produto é manipulado. As condições de temperatura e umidade afetam boa parte dos materiais.

A falta de limpeza adequada do equipamento e das instalações também contribuem para problemas químicos ou mecânicos. Mudanças de estação e controle interno do clima também podem contribuir para o melhor funcionamento.

A manutenção das máquinas também está incluída aqui – realizar a manutenção regular mantém seus equipamentos em funcionamento adequado.

Como disse Craig Pickett, “Todos os químicos sabem que qualquer bom experimento têm que manter certa consistência se ele for replicado. Um bom mecânico sabe que as mudanças na qualidade do combustível mudam a performance do motor. Um padeiro sabe que a mudança na temperatura do forno ou nos ingredientes irá mudar o resultado final. Técnicos deveriam saber disso também.”

Quando você começar a utilizar as três fases que indicamos aqui, começará a identificar os problemas mais rápidos do que antes. Se não conseguir resolver sozinho, certamente oferecerá melhores condições o técnico do suporte te ajudar.


Geraldo Alves
Geraldo Alves

Técnico em Prótese Dentária, Escultor, Empreendedor e Fundador do Instituto Cerâmica. Após criar saídas e soluções para os problemas entre o consultório e o laboratório, resolvi extrapolar as paredes do meu laboratório e ajudar a transformar a realidade de outros protéticos e laboratórios em todo o país.