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Comprar. Este é o lema do século XXI. Na era do consumismo, todo mundo quer te fazer comprar algo o tempo todo. Porém, na maioria das vezes, estas compras são feitas sem necessidade ou sem condições financeiras para tal.

Mas você já parou para pensar que isso pode afetar o seu laboratório? Pense comigo, sempre tem um amigo protético que comprou um forno novo dizendo que você deveria comprar também.

Tem aquele cara que te liga oferecendo, ou melhor, querendo te convencer a comprar um motor de última geração, ou até mesmo um bem antigo que ele não usa mais.

E sabe o que você faz? Acaba comprando por algum destes motivos:

  1. Porque estava barato
  2. Porque o cara é seu amigo e você queria ajudar
  3. Porque te fizeram uma condição imperdível
  4. Porque o vendedor te convenceu na hora
  5. Porque você tinha dinheiro (esta ocorre na minoria dos casos)

Mas a pergunta é: o laboratório realmente precisava de um equipamento novo?

Vamos fazer um exercício: olhe para todos os equipamentos que estão no laboratório. Todos eles estão sendo utilizados? Vamos um pouco mais a fundo…

Todas as funcionalidades dele são utilizadas ao máximo? Se a resposta for não, alguma coisa está errada.

A maioria dos laboratórios de prótese não aproveita ao máximo todos os equipamentos que possui, e como se isso não fosse um problema suficiente, os técnicos responsáveis continuam investindo mais e mais em equipamentos novos.

O Instituto Cerâmica também já passou por isso. O mais difícil é identificar que o problema existe, e se você está lendo este artigo parabéns, você já está um passo à frente da maioria.

Os equipamentos para laboratório de fato, não são baratos, principalmente os mais tecnológicos. Porém, o que você precisa analisar é o quanto de retorno ele será capaz de te dar.

Por exemplo, se o novo equipamento custar R$ 200.000, e ele aumentar sua produção por diminuir o tempo do trabalho e ainda melhorar a qualidade trazendo o retorno de todo o dinheiro investido, ótimo!

Este é o segredo: os equipamentos precisam “se pagar”.

Em contrapartida, imagine: você paga R$ 200.000 em um equipamento e quase não o utiliza, ele fica ali, encostado num canto e é utilizado uma vez ou outra. Sabe o que vai acontecer?

Na melhor das hipóteses, ele vai levar tempos para te dar retorno do capital investido, ou então, você nunca mais verá o capital de volta.

Isto é simplesmente, jogar dinheiro fora! É por isso que é preciso pensar muito bem antes de adquirir um novo bem para seu laboratório ou para qualquer empresa.

Para te ajudar a não passar por esse problema, aí vão três dicas que irão te ajudar a não fazer um mau negócio.

DICA 1: Pise no freio e reveja a produção

Deixe de lado toda a ansiedade de compras e tente trabalhar com o que o laboratório já possui.  Assim, você pode conseguir aumentar sua produção usando os equipamentos que você já tem sem precisar desembolsar mais dinheiro.

Com o aumento da produtividade e conseqüentemente do faturamento, você pode conseguir levantar capital para fazer novas aquisições.

DICA 2: Mensure os resultados

Observe como e por quanto tempo seus equipamentos estão sendo usados.  Se possível faça uma planilha que te ajude a organizar a produção deles e inclua informações como:

  • Quantidade de peças produzidas
  • Tempo de utilização do equipamento
  • Qualidade entregada pelo equipamento
  • Custo x benefício

DICA 3: Analise a necessidade

Desejo é diferente de necessidade. A vontade de ter um CAD/CAM, por exemplo, não significa que seu laboratório precise de um.

Não se apresse e tome muito cuidado para não ser seduzido por ofertas irresistíveis. Identifique as necessidades do seu negócio, pesquise e só depois compre.

Um bom indicativo é se seu laboratório está crescendo, por exemplo, e seus equipamentos já chegaram ao nível máximo de produção, então é hora de acompanhar este crescimento.

Enfim, se o custo-benefício de seus equipamentos não corresponderem às expectativas é hora de comprar algo novo e que, de forma alguma pode deixar de ser avaliado como o antigo.

Não se engane, as máquinas fazem seus serviços sozinhas, mas, por mais inteligentes que sejam, ainda precisam de nós, seres humanos para controlá-las

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Geraldo Alves
Geraldo Alves

Técnico em Prótese Dentária, Escultor, Empreendedor e Fundador do Instituto Cerâmica. Após criar saídas e soluções para os problemas entre o consultório e o laboratório, resolvi extrapolar as paredes do meu laboratório e ajudar a transformar a realidade de outros protéticos e laboratórios em todo o país.